Seria Antonio Francisco Lisboa o verdadeiro "Aleijadinho"?

Certo dia perguntei a uma estagiária o que ela pensava sobre autoconfiança e ela, em seu início de carreira me respondeu:

“Para alcançarmos nossas metas precisamos confiar em nós mesmos. Caso contrário não vamos atingir o nosso objetivo, é acreditando no possível que realizamos o impossível. Seja no profissional ou no pessoal. Para confiar é preciso agir com perfeição.”

Desde então eu comecei a pensar sobre isso: acreditar no possível é que fazemos o impossível.

Se nosso potencial está no limite que a gente o coloca, devo concluir que as oportunidades ocorrem inversamente proporcionais ao limite que nos colocamos. Quanto mais limite, menos oportunidades passam por nossas vidas.

Vamos lembrar a história de um dos mestres brasileiros da escultura: Antonio Francisco Lisboa: o “Aleijadinho”.

Lá no interior das Minas Gerais Antonio perdeu as duas mãos por causa da lepra. Ainda jovem ele costumava sentar-se e observar, durante horas, o pai trabalhando na sua oficina de entalhar madeira. Um dia, Antonio decidiu treinar ele mesmo a entalhar e esculpir madeira com os pés e as partes dos braços que ainda não havia perdido para a lepra.

Hoje não há quem não admire as obras deste reconhecido escultor ao visitar a região de ouro de Minas Gerais.

Ao conhecer a história de Antônio Francisco Lisboa me pergunto, seria correto chamá-lo de “aleijadinho”? Não seríamos nos os verdadeiros “aleijadinhos” quando limitamos nosso potencial? Seja por medo, por deixar-nos levar por hábitos e padrões, por não acreditar ou por desistir?.

Ter autoconfiança então mora além do que “se é capaz”, reside na crença do “acreditar que é possível”.

“Isso não é pra mim”, “não sei como fazer”, “é difícil”, “é complicado”, “eles não me entendem”, são exemplos de pensamentos limitadores. E eles surgem apenas para justificar o limite que colocamos em nós mesmos.

A nossa responsabilidade é não deixar que os pensamentos nos dominem e sim ao contrário. Cada pessoa deve encontrar a forma para eliminar esses pensamentos quando eles ocorrem. Uns oram, outros meditam, há os que param tudo e vão caminhar, assistir um filme, ficar com a família, ler um livro, estudar, procurar outras pessoas. Não importa a escolha. Sempre que um pensamento limitador acontecer, mesmo que seja originário de um fato real: pare, respire, reflita e não deixe que nada, nada mesmo o (a) impeça de continuar e de realizar!

Liberte todo esse potencial! O mundo precisa dele.

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